terça-feira, 13 de novembro de 2012

A importância da consciência ambiental para o Brasil e para o planeta Terra



Durante o período da chamada Revolução Industrial não havia preocupação com a questão ambiental. Os recursos naturais eram abundantes, e a poluição não era foco da atenção da sociedade industrial e intelectual da época.
A partir da escassez dos recursos naturais, somado ao crescimento desordenado da população mundial e intensidade dos impactos ambientais, surge o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômico e natural, e faz do meio ambiente um tema literalmente estratégico e urgente. O homem começa a entender a impossibilidade de transformar as regras da natureza e a importância da reformulação de suas práticas ambientais.

Os limites:
A humanidade está usando 20% a mais de recursos naturais do que o planeta é capaz de repor. Com isso, está avançando sobre os estoques naturais da Terra, comprometendo as gerações atual e futuras segundo o Relatório Planeta Vivo 2002, elaborado pelo WWF e lançado este ano em Genebra.
De acordo com o relatório, o planeta tem 11,4 bilhões de hectares de terra e espaço marinho produtivos - ou 1,9 hectares de área produtiva per capita. Mas a humanidade está usando o equivalente a 13,7 bilhões de hectares para produzir os grãos, peixes e crustáceos, carne e derivados, água e energia que consome. Cada um dos 6 bilhões de habitantes da Terra, portanto, usa uma área de 2,3 hectares. Essa área é a Pegada Ecológica de cada um. O fator de maior peso na composição da Pegada Ecológica hoje é a energia, sobretudo nos países mais desenvolvidos.
A Pegada Ecológica de 2,3 hectares é uma média. Mas há grandes diferenças entre as nações mais e menos desenvolvidas, como mostra o Relatório Planeta Vivo, que calculou a Pegada de 146 países com população acima de um milhão de habitantes. Os dados mais recentes (de 1999) mostram que enquanto a Pegada média do consumidor da África e da Ásia não chega 1,4 hectares por pessoa, a do consumidor da Europa Ocidental é de cerca de 5,0 hectares e a dos norte-americanos de 9,6 hectares.
Embora a Pegada brasileira seja de 2,3 hectares – dentro da média mundial, mas cerca de 20% acima da capacidade biológica produtiva do planeta.
Quanto falamos em emissões de poluentes, as diferenças dos índices emitidos pelos países desenvolvidos e em desenvolvimento também são significativas: Um cidadão médio norte-americano, por exemplo, responde pela emissão anual de 20 toneladas anuais de dióxido de carbono; um britânico, por 9,2 toneladas; um chinês, por 2,5; um brasileiro, por 1,8; já um ganês ou um nicaragüense, só por 0,2; e um tanzaniano, por 0,1 tonelada anual. A China e o Leste da Ásia aumentaram em 100% o consumo de combustíveis fósseis em apenas cinco anos (1990/95). (Wolfgang Sachs, do Wuppertal Institute)
Nos países industrializados cresce cada vez mais o consumo de recursos naturais provindos dos países em desenvolvimento - a ponto de aqueles países já responderem por mais de 80% do consumo total no mundo. Segundo Sachs, 30% dos recursos naturais consumidos na Alemanha vêm de outros países; no Japão, 50%; nos países Baixos, 70%.


Fonte: <http://ambientes.ambientebrasil.com.br/gestao/artigos/a_importancia_da_consciencia_ambiental_para_o_brasil_e_para_o_mundo.html>

O ensino das tecnologias na concepção de professores das Ciências no Ensino Médio


Introdução

A escola é cada vez mais cobrada pelos alunos em atender suas expectativas e anseios para um tempo extra-classe. Ou seja, exige-se que a escola lhes dê formação suficiente para enfrentar o mundo fora dela. Ao mesmo tempo, é comum os alunos questionarem ao professor o porquê de aprenderem determinados conteúdos, cuja resposta nem sempre é fácil.
Entretanto, a escola sozinha não poderia ser responsabilizada pela formação integral dos jovens que nela ingressam, embora tenha participação considerável na constituição desses sujeitos. Muitas disciplinas e conteúdos ensinados na escola são colocados em questão, pois em tempos de incertezas cresce a visão pragmática das coisas, no sentido de que deveriam ter uma aplicação, de preferência imediata.
Ocorre, todavia, que essa não é a única finalidade da escola, pois há que se considerar aspectos amplos de uma formação geral que sirva de instrumento de cultura e também para uma compreensão do mundo que nos cerca. Poderia esse ser um dos objetivos do ensino das ciências e, em particular, da física? Se a resposta for afirmativa, então haveria necessidade de superar o ensino da ciência/física para além de um amontoado de informações e pré-requisitos, que parece corrente no nível médio, e partir para uma ciência/física articulada com o mundo tecnológico, a fim de proporcionar ao aluno sua compreensão e acesso a conteúdos modernos da própria ciência e/ou da física. 
Nesse sentido, não seria suficiente a revisão dos conteúdos a ensinar, mas seria fundamental uma reorientação das práticas educativas e das concepções dos professores. Para a pergunta usual dos alunos “por que aprender isso?” é igualmente comum uma resposta, ainda que implícita, do tipo: você não percebe que eu estou lhe proporcionando o acesso ao conhecimento científico? Como pode você questionar a validade da ciência? De fato, a ciência se justifica por ela mesma, pois tem legitimação histórica e cultural, mas o seu ensino não. Na resposta dada acima essa distinção desaparece. Gérard Fourez (1992) destaca esse mesmo problema do seguinte modo:
Nossa maneira de ensinar as ciências são centradas nas teorias e nos modelos interessantes aos alunos; ou, ao contrário, nosso ensino é centrado sobre os interesses dos cientistas? Seriam nossos cursos de ciências não mais que uma maneira de os fazer entrar no mundo dos cientistas, do que uma forma de os ajudar a explorar seu mundo? (Fourez, 1992, p.47)


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